A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Na semana da comemoração da Proclamação da República, no mês de novembro, muitas reflexões são feitas para vivenciar essa data histórica em todo o Brasil. Escolas organizam trabalhos desenvolvidos pelos alunos, exposições, palestras, feiras de conhecimentos etc. Oportunamente, se debate temas referentes ao governo, a governança, a política, a economia, entre outros. Um pouco de sentimento de patriotismo se observa em muitos cidadãos e cidadãs. "O termo 'república' deriva do latim Res Publica e significa, literalmente, 'coisa pública', isto é, aquilo que diz respeito ao interesse público de todos os cidadãos." A República é a forma de governo na qual o povo é soberano, governando o Estado por meio de representantes investidos nas suas funções em poderes distintos.
A data é muito comemorada em todo o Brasil, o que não quer dizer que foi a massa popular que esteve a frente desse movimento ocorrido em 1889. Autores afirmam que "o povo assistiu bestializado" o desfile militar em que marcou a inauguração da República no Brasil tendo à frente o Marechal Deodoro da Fonseca e o Marechal Floriano Peixoto.
Na verdade, o Brasil cansou do regime monárquico tendo como imperador D. Pedro II cujo nome de batismo era Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. O mundo estava sofrendo transformações nos diversos campos da ciência e da política e, a Monarquia não era vista como um sistema político da idade contemporânea, pois estava muito atrelada as sombras do passado de escravidão, de intolerâncias e da falta de liberdade.
No mundo, as ideias do liberalismo econômico, do Positivismo e a influência da Revolução Francesa, além de um sentimento de patriotismo interno, pincipalmente as questões religiosa, abolicionista e militar, agitaram a vida dos brasileiros, de certa forma, que a política desenvolvida pelo imperador não era mais aceita pela maioria dos intelectuais da época, como antes. Muitos que davam sustentação ao império, agora estavam descontentes e começaram a se movimentar para por fim a Forma e o Sistema de Governo do Brasil Imperial.
A aliança de políticos, intelectuais e militares, com o apoio de uma parcela importante da população, foi o começo da grande mudança ocorrida no final de 1889 com a Proclamação da República. A elite estava no Poder durante o império e com a Proclamação da República a elite continuou no poder.
As elites sempre estão organizadas para continuarem no Poder. Se reinventam, constantemente, mudam de estratégias o tempo inteiro, modificando discursos e buscando o apoio da grande multidão da massa popular. Tudo isso faz parte de um processo natural de liberdade de luta na sociedade. Sempre haverá luta de classes e os governantes precisam, apenas, dialogar com os que pensam diferentes e procurar melhorar a atuação governamental.
O Brasil vive um momento de transição política com a eleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2023 para exercer um mandato de 4 anos. O Brasil mesmo elegendo uma bancada de Deputados Federais, Senadores e Governadores mais ligados a uma ideologia conservadora, resolveu eleger um Presidente da República mais sensível com temas da grande massa populacional brasileira, como por exemplo, a fome, mais investimentos no campo da educação com políticas públicas de inclusão social, mais investimentos na saúde, facilitando projetos que atendam os pacientes em lugares os mais distantes do interior do país. O nosso país espera que o Presidente da República, após ser empossado, possa desenvolver um trabalho que tenha compromisso com as questões ambientais, climáticas, segurança pública, geração de empregos e renda, com investimentos em todas as áreas da economia, da produção agrícola e industrial, do esporte, da cultura, enfim, um governo que tenha sensibilidade em ouvir a todos que procurem colaborar com o crescimento econômico do país.
É preciso que o governante maior, possa ouvir as lideranças dos diversos campos, a saber: intelectuais, empresários, políticos, religiosos, trabalhadores, estudantes etc, posto que o Brasil é de todos os brasileiros, pois a nossa Bandeira não é propriedade de nenhum grupo ou partido político, mas de todos os brasileiros e, as ideias apresentadas de Norte a Sul e de Leste a Oeste desse país continental poderão transformar nossa Terra em uma Grande Nação que será respeitada no mundo inteiro. Viva a República! Viva a nossa Democracia! Que o Brasil seja de todos os brasileiros.
Ozéias Caetano da Silva
Vereador de Sairé-PE
Historiador - Pós-graduado em História do Brasil,
Psicanalista e Bacharel em Direito
.

Marilene Parabénsss
ResponderExcluirMuito obrigado companheira
Excluir